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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Havana Táxi

Meus Amigos, vocês sabem que sou de esquerda. Acho que é a melhor opção para o mundo porque, evidentemente, temos mais pobres do que ricos e a esquerda é a única que olha para os pobres. Mas isso não quer dizer que eu seja um esquerdista radical. Há quase dez anos, quando Fidel Castro morreu em Cuba, fiz um texto, aqui no blog, criticando alguns aspectos do sistema da ilha
Na Feira do Livro, comprando um outo livro que teria sessão de autógrafos, me deparei com essa obra da capa ao lado, que também estava sendo autografado naquele dia. Havana Táxi foi escrito pelo norueguês, doutor em antropologia social Stale Wig e saiu pela editora Buzz. 
Entre 2015 e 2018, Ståle morou em Havana para sua pesquisa de doutorado. Para isso, ele comprou um antigo táxi Buick Roadmaster de 1953 e, enquanto dirigia, coletou histórias e relatos de passageiros e outros motoristas sobre as reformas de mercado, como o acordo de relaxamento do embargo econômico firmado entre Barack Obama e Raul Castro e as mudanças sociais na ilha, como a morte de Fidel e a chegada da internet. 
O livro acompanha de perto a vida de três passageiros frequentes — Norges, Linet e Catalina — mostrando como seus sonhos e iniciativas colidem com as estruturas antigas e enraizadas do sistema cubano. Norges é gay e esse é um dos motivos pelos quais teve que sair da ilha. O autógrafo dele está na foto ao lado esquerdo, junto com o de Stale.
Para mim, a obra não foca tanto na história do táxi mas toca em aspectos interessantes do funcionamento de Cuba como, por exemplo, a vigilância da polícia e o suborno aos policiais para que as coisas funcionem. Nunca tinha lido algo que tenha mostrado tão intimamente Cuba e, para mim, ficou muito claro as dificuldades da ilha, algo que eu já tinha criticado no texto de 2016. O primeiro problema é a tirania no socialismo. Nunca tivemos democracia (pluripartidarismo; eleições; liberdade de expressão) no socialismo. O segundo problema é a dependência econômica de outros países. Cuba nunca foi autossuficiente. E isso se reflete na pobreza de grande parte de sua população.
Digo isso com pesar mas, para mim, atualmente, Cuba precisa de um pouco de capitalismo. Digo isso com pesar porque acho o capitalismo muito brutal, muito selvagem mas Cuba não tem mis quem lhe ajude economicamente. Então, acho que a ilha deve aceitar o investimento de algumas empresas estrangeiras para criar empregos.  
O texto de Wig é maravilhoso. Leve; objetivo; envolvente; honesto; comovente, em nada se parece com um trabalho acadêmico. A obra mudou, um pouco, a minha visão sobre o socialismo cubano.   



English:

My friends, you know I'm left-wing. I think it's the best option for the world because, evidently, we have more poor people than rich people, and the left is the only one that looks out for the poor. But that doesn't mean I'm a radical leftist. Almost ten years ago, when Fidel Castro died in Cuba, I wrote a text here on the blog criticizing some aspects of the island's system.

At the Book Fair, while buying another book that would have an autograph session, I came across this work with the cover next to it, which was also being autographed that day. Havana Taxi was written by the Norwegian, PhD in social anthropology Stale Wig, and published by Buzz.

Between 2015 and 2018, Ståle lived in Havana for his doctoral research. To do this, he bought an old 1953 Buick Roadmaster taxi and, while driving, collected stories and accounts from passengers and other drivers about market reforms, such as the agreement to ease the economic embargo signed between Barack Obama and Raul Castro, and social changes on the island, such as Fidel's death and the arrival of the internet.

The book closely follows the lives of three frequent passengers — Norges, Linet, and Catalina — showing how their dreams and initiatives clash with the old and entrenched structures of the Cuban system. Norges is gay, and that is one of the reasons he had to leave the island. His autograph is in the photo on the left, along with Stale's.

For me, the work doesn't focus so much on the history of the taxi but touches on interesting aspects of how Cuba works, such as police surveillance and bribery of police officers to make things work. I had never read anything that showed Cuba so intimately, and for me, the island's difficulties became very clear, something I had already criticized in my 2016 text. The first problem is tyranny in socialism. We have never had democracy (multi-party system; elections; freedom of expression) in socialism. The second problem is economic dependence on other countries. Cuba has never been self-sufficient. And this is reflected in the poverty of a large part of its population.

I say this with regret, but for me, currently, Cuba needs a little capitalism. I say this with regret because I find capitalism very brutal, very savage, but Cuba no longer has anyone to help it economically. So, I think the island should accept investment from some foreign companies to create jobs.
Wig's text is wonderful. Light; objective; engaging; honest; moving, it doesn't resemble an academic work at all. The work changed, somewhat, my view on Cuban socialism.



German:

Meine Freunde, ihr wisst, dass ich links bin. Ich denke, das ist die beste Option für die Welt, denn es gibt offensichtlich mehr Arme als Reiche, und die Linke ist die einzige, die sich um die Armen kümmert. Das heißt aber nicht, dass ich ein radikaler Linker bin. Vor fast zehn Jahren, als Fidel Castro in Kuba starb, schrieb ich hier im Blog einen Text, in dem ich einige Aspekte des Systems der Insel kritisierte.

Auf der Buchmesse, als ich ein anderes Buch kaufte, das signiert werden sollte, stieß ich auf dieses Werk. Das Cover daneben wurde ebenfalls an diesem Tag signiert. „Havana Taxi“ wurde von dem norwegischen Sozialanthropologen Ståle Wig geschrieben und von Buzz veröffentlicht.

Zwischen 2015 und 2018 lebte Ståle für seine Doktorarbeit in Havanna. Dafür kaufte er sich ein altes Buick Roadmaster Taxi von 1953 und sammelte während der Fahrt Geschichten und Berichte von Fahrgästen und anderen Fahrern über Marktreformen, wie etwa das Abkommen zur Lockerung des Wirtschaftsembargos zwischen Barack Obama und Raúl Castro, sowie über gesellschaftliche Veränderungen auf der Insel, wie Fidels Tod und die Einführung des Internets.

Das Buch begleitet drei Stammgäste – Norges, Linet und Catalina – und zeigt, wie ihre Träume und Initiativen mit den alten, festgefahrenen Strukturen des kubanischen Systems kollidieren. Norges ist homosexuell, und das ist einer der Gründe, warum er die Insel verlassen musste. Seine Unterschrift ist auf dem Foto links neben der von Stale zu sehen.

Für mich liegt der Fokus des Buches weniger auf der Geschichte des Taxis, sondern vielmehr auf interessanten Aspekten des kubanischen Systems, wie etwa der polizeilichen Überwachung und der Bestechung von Polizisten, um die Dinge zum Laufen zu bringen. Ich hatte noch nie etwas gelesen, das Kuba so intim darstellte, und mir wurden die Schwierigkeiten der Insel sehr deutlich vor Augen geführt – etwas, das ich bereits in meinem Text von 2016 kritisiert hatte. Das erste Problem ist die Tyrannei im Sozialismus. Wir hatten im Sozialismus nie Demokratie (Mehrparteiensystem, Wahlen, Meinungsfreiheit). Das zweite Problem ist die wirtschaftliche Abhängigkeit von anderen Ländern. Kuba war nie autark. Und das spiegelt sich in der Armut eines großen Teils der Bevölkerung wider.

Ich sage das mit Bedauern, aber meiner Meinung nach braucht Kuba derzeit etwas Kapitalismus. Ich sage das mit Bedauern, weil ich den Kapitalismus als sehr brutal, sehr unbarmherzig empfinde, aber Kuba hat niemanden mehr, der ihm wirtschaftlich helfen kann. Daher denke ich, dass die Insel Investitionen von ausländischen Unternehmen annehmen sollte, um Arbeitsplätze zu schaffen.

Wigs Text ist wunderbar. Leicht verständlich, objektiv, fesselnd, ehrlich, bewegend – er ähnelt überhaupt nicht einer akademischen Arbeit. Das Werk hat meine Sicht auf den kubanischen Sozialismus etwas verändert.



Ukrainian:

Друзі мої, ви знаєте, що я лівий. Я думаю, що це найкращий варіант для світу, бо, очевидно, у нас більше бідних людей, ніж багатих, і ліві — єдині, хто піклується про бідних. Але це не означає, що я радикальний лівий. Майже десять років тому, коли Фідель Кастро помер на Кубі, я написав тут, у блозі, текст, у якому критикував деякі аспекти острівної системи.

На книжковому ярмарку, купуючи ще одну книгу, яка мала б автограф-сесію, я натрапив на цю роботу з обкладинкою поруч, яку також того дня роздавали. «Гавана Таксі» написав норвежець, доктор філософії з соціальної антропології Стале Віг, а видало її видавництво Buzz.

Між 2015 і 2018 роками Стале жив у Гавані для виконання свого докторського дослідження. Для цього він придбав старе таксі Buick Roadmaster 1953 року випуску та під час керування збирав історії та розповіді пасажирів та інших водіїв про ринкові реформи, такі як угода про послаблення економічного ембарго, підписана між Бараком Обамою та Раулем Кастро, та соціальні зміни на острові, такі як смерть Фіделя та поява інтернету.

Книга уважно розповідає про життя трьох частих пасажирів — Норхеса, Лінета та Каталіни — показуючи, як їхні мрії та ініціативи стикаються зі старими та усталеними структурами кубинської системи. Норхес — гей, і це одна з причин, чому він мусив покинути острів. Його автограф є на фотографії ліворуч, разом із автографом Стале.

Для мене робота не стільки зосереджена на історії таксі, скільки торкається цікавих аспектів функціонування Куби, таких як поліцейське стеження та підкуп поліцейських, щоб усе працювало. Я ніколи не читав нічого, що так інтимно показувало Кубу, і для мене труднощі острова стали дуже зрозумілими, що я вже критикував у своєму тексті 2016 року. Перша проблема — це тиранія в соціалізмі. У нас ніколи не було демократії (багатопартійної системи; виборів; свободи слова) в соціалізмі. Друга проблема — це економічна залежність від інших країн. Куба ніколи не була самодостатньою. І це відображається в бідності значної частини її населення.

Я кажу це з жалем, але для мене зараз Кубі потрібен трохи капіталізму. Я кажу це з жалем, тому що вважаю капіталізм дуже жорстоким, дуже диким, але Кубі більше немає нікого, хто міг би допомогти їй економічно. Тому я думаю, що острів повинен прийняти інвестиції від деяких іноземних компаній для створення робочих місць.



Russian:

Друзья мои, вы знаете, что я левый. Я считаю, что это лучший вариант для мира, потому что, очевидно, у нас больше бедных, чем богатых, и только левые заботятся о бедных. Но это не значит, что я радикальный левый. Почти десять лет назад, когда Фидель Кастро умер на Кубе, я написал здесь, в блоге, текст, критикующий некоторые аспекты системы острова.

На книжной ярмарке, покупая другую книгу, на которой должна была состояться автограф-сессия, я наткнулся на эту работу, обложка которой тоже была подписана в тот день. Книга «Гаванское такси» написана норвежским доктором социальных наук Стале Вигом и издана издательством Buzz.

С 2015 по 2018 год Стале жил в Гаване для проведения своих докторских исследований. Для этого он купил старое такси Buick Roadmaster 1953 года выпуска и, во время поездок, собирал истории и рассказы пассажиров и других водителей о рыночных реформах, таких как соглашение об ослаблении экономического эмбарго, подписанное между Бараком Обамой и Раулем Кастро, и о социальных изменениях на острове, таких как смерть Фиделя и появление интернета.

Книга подробно описывает жизнь трех постоянных пассажиров — Норгеса, Линета и Каталины — показывая, как их мечты и инициативы сталкиваются со старыми и укоренившимися структурами кубинской системы. Норгес — гей, и это одна из причин, по которой ему пришлось покинуть остров. Его автограф есть на фотографии слева, рядом с автографом Стале.

Для меня эта работа не столько фокусируется на истории такси, сколько затрагивает интересные аспекты функционирования Кубы, такие как полицейское наблюдение и подкуп полицейских для обеспечения порядка. Я никогда не читал ничего, что так подробно показывало бы Кубу, и для меня трудности острова стали очень очевидны, о чём я уже писал в своей работе 2016 года. Первая проблема — тирания при социализме. У нас никогда не было демократии (многопартийной системы; выборов; свободы слова) при социализме. Вторая проблема — экономическая зависимость от других стран. Куба никогда не была самодостаточной. И это отражается в бедности значительной части её населения.

Я говорю это с сожалением, но, на мой взгляд, сейчас Кубе немного нужен капитализм. Я говорю это с сожалением, потому что считаю капитализм очень жестоким, очень диким, но у Кубы больше нет никого, кто мог бы помочь ей экономически. Поэтому я думаю, что острову следует принять инвестиции от некоторых иностранных компаний для создания рабочих мест.
Текст Вига замечательный. Лёгкий; объективный; увлекательный; честный; трогательный, он совсем не похож на академическую работу. Эта работа несколько изменила моё представление о кубинском социализме.

Текст Віга чудовий. Легкий; об'єктивний; захопливий; чесний; зворушливий, він зовсім не схожий на академічну роботу. Робота дещо змінила мій погляд на кубинський соціалізм.




Spanish:

Amigos, saben que soy de izquierdas. Creo que es la mejor opción para el mundo porque, evidentemente, tenemos más pobres que ricos, y la izquierda es la única que vela por los pobres. Pero eso no significa que sea de izquierdas radical. Hace casi diez años, cuando Fidel Castro murió en Cuba, escribí un texto aquí en el blog criticando algunos aspectos del sistema de la isla.

En la Feria del Libro, mientras compraba otro libro que iba a tener una sesión de autógrafos, me encontré con esta obra con la portada al lado, que también estaba siendo autografiada ese día. Havana Taxi fue escrita por el noruego, doctor en antropología social, Stale Wig, y publicada por Buzz.

Entre 2015 y 2018, Ståle vivió en La Habana para su investigación doctoral. Para ello, compró un viejo taxi Buick Roadmaster de 1953 y, mientras conducía, recopiló historias y relatos de pasajeros y otros conductores sobre reformas de mercado, como el acuerdo para flexibilizar el embargo económico firmado entre Barack Obama y Raúl Castro, y cambios sociales en la isla, como la muerte de Fidel y la llegada de internet.

El libro sigue de cerca la vida de tres pasajeros frecuentes —Norges, Linet y Catalina—, mostrando cómo sus sueños e iniciativas chocan con las viejas y arraigadas estructuras del sistema cubano. Norges es gay, y esa es una de las razones por las que tuvo que abandonar la isla. Su autógrafo aparece en la foto de la izquierda, junto con el de Stale.

Para mí, la obra no se centra tanto en la historia del taxi, sino que aborda aspectos interesantes del funcionamiento de Cuba, como la vigilancia policial y el soborno a agentes de policía para que las cosas funcionen. Nunca había leído nada que mostrara a Cuba de forma tan íntima, y ​​para mí, las dificultades de la isla quedaron muy claras, algo que ya había criticado en mi texto de 2016. El primer problema es la tiranía en el socialismo. Nunca hemos tenido democracia (multipartidismo, elecciones, libertad de expresión) en el socialismo. El segundo problema es la dependencia económica de otros países. Cuba nunca ha sido autosuficiente. Y esto se refleja en la pobreza de gran parte de su población.

Lo digo con pesar, pero para mí, actualmente, Cuba necesita un poco de capitalismo. Lo digo con pesar porque encuentro el capitalismo muy brutal, muy salvaje, pero Cuba ya no tiene a nadie que la ayude económicamente. Por lo tanto, creo que la isla debería aceptar inversiones de algunas empresas extranjeras para crear empleos.

El texto de Wig es maravilloso. Ligero, objetivo, atractivo, honesto y conmovedor; no se parece en nada a una obra académica. La obra cambió, en cierta medida, mi visión del socialismo cubano.



Italian:

Amici miei, sapete che sono di sinistra. Penso che sia l'opzione migliore per il mondo perché, evidentemente, abbiamo più poveri che ricchi, e la sinistra è l'unica che si prende cura dei poveri. Ma questo non significa che io sia un radicale di sinistra. Quasi dieci anni fa, quando Fidel Castro morì a Cuba, scrissi un testo qui sul blog in cui criticavo alcuni aspetti del sistema dell'isola.

Alla Fiera del Libro, mentre compravo un altro libro che avrebbe avuto una sessione di autografi, mi sono imbattuto in quest'opera con la copertina accanto, che era anch'essa in fase di autografo quel giorno. Havana Taxi è stato scritto dal norvegese Stale Wig, dottore di ricerca in antropologia sociale, e pubblicato da Buzz.

Tra il 2015 e il 2018, Ståle ha vissuto all'Avana per la sua ricerca di dottorato. Per farlo, ha acquistato un vecchio taxi Buick Roadmaster del 1953 e, durante la guida, ha raccolto storie e resoconti di passeggeri e altri autisti sulle riforme del mercato, come l'accordo per allentare l'embargo economico firmato tra Barack Obama e Raul Castro, e sui cambiamenti sociali sull'isola, come la morte di Fidel e l'avvento di Internet.

Il libro segue da vicino le vite di tre passeggeri abituali – Norges, Linet e Catalina – mostrando come i loro sogni e le loro iniziative si scontrino con le vecchie e radicate strutture del sistema cubano. Norges è gay, e questo è uno dei motivi per cui ha dovuto lasciare l'isola. Il suo autografo è nella foto a sinistra, insieme a quello di Stale.

Per me, l'opera non si concentra tanto sulla storia del taxi, quanto piuttosto su aspetti interessanti del funzionamento di Cuba, come la sorveglianza della polizia e la corruzione degli agenti per far funzionare le cose. Non avevo mai letto nulla che mostrasse Cuba in modo così intimo, e per me le difficoltà dell'isola sono diventate molto chiare, cosa che avevo già criticato nel mio testo del 2016. Il primo problema è la tirannia nel socialismo. Non abbiamo mai avuto democrazia (sistema multipartitico; elezioni; libertà di espressione) nel socialismo. Il secondo problema è la dipendenza economica dagli altri paesi. Cuba non è mai stata autosufficiente. E questo si riflette nella povertà di gran parte della sua popolazione.

Lo dico con rammarico, ma per me, attualmente, Cuba ha bisogno di un po' di capitalismo. Lo dico con rammarico perché trovo il capitalismo molto brutale, molto selvaggio, ma Cuba non ha più nessuno che la aiuti economicamente. Quindi, penso che l'isola dovrebbe accettare investimenti da alcune aziende straniere per creare posti di lavoro.

Il testo di Wig è meraviglioso. Leggero; obiettivo; coinvolgente; onesto; commovente, non assomiglia affatto a un'opera accademica. L'opera ha cambiato, in un certo senso, la mia visione del socialismo cubano.




French:

Mes amis, vous savez que je suis de gauche. Je pense que c'est la meilleure option pour le monde car, de toute évidence, nous avons plus de pauvres que de riches, et la gauche est la seule à se soucier des plus démunis. Mais cela ne fait pas de moi un gauchiste radical. Il y a près de dix ans, à la mort de Fidel Castro à Cuba, j'ai publié un article ici même, sur ce blog, critiquant certains aspects du système cubain.

Au Salon du livre, alors que j'achetais un autre ouvrage pour lequel une séance de dédicaces était prévue, je suis tombé sur celui-ci, dont la couverture était juste à côté ; il était lui aussi en cours de dédicace ce jour-là. « Havana Taxi » est un roman de Ståle Wig, docteur en anthropologie sociale et auteur norvégien, publié chez Buzz.

Entre 2015 et 2018, Ståle a vécu à La Havane pour ses recherches doctorales. Pour ce faire, il a acheté un vieux taxi Buick Roadmaster de 1953 et, au volant, a recueilli des témoignages de passagers et d'autres chauffeurs sur les réformes économiques, comme l'accord d'allègement de l'embargo économique signé entre Barack Obama et Raul Castro, et sur les changements sociaux à Cuba, tels que la mort de Fidel et l'arrivée d'Internet.

Le livre suit de près le quotidien de trois passagers réguliers – Norges, Linet et Catalina – et montre comment leurs rêves et leurs initiatives se heurtent aux structures anciennes et profondément enracinées du système cubain. Norges est homosexuel, et c'est l'une des raisons pour lesquelles il a dû quitter l'île. Sa signature figure sur la photo de gauche, aux côtés de celle de Stale.

À mon sens, l'ouvrage ne s'attarde pas tant sur l'histoire du taxi que sur des aspects intéressants du fonctionnement de Cuba, comme la surveillance policière et la corruption d'agents de police pour asseoir son pouvoir. Je n'avais jamais rien lu qui décrive Cuba avec autant d'intimité, et les difficultés de l'île m'ont paru aujourd'hui très claires, un point que j'avais déjà soulevé dans mon texte de 2016. Le premier problème est la tyrannie inhérente au socialisme. Nous n'avons jamais connu la démocratie (multipartisme, élections, liberté d'expression) sous le socialisme. Le second problème est la dépendance économique vis-à-vis des autres pays. Cuba n'a jamais été autosuffisante, ce qui explique la pauvreté d'une grande partie de sa population.

Je le dis avec regret, mais à mon avis, Cuba a besoin d'un peu de capitalisme. Je le dis avec regret car je trouve le capitalisme très brutal, très sauvage, mais Cuba ne bénéficie plus du soutien économique de personne. Je pense donc que l'île devrait accepter les investissements de certaines entreprises étrangères pour créer des emplois.

Le texte de Wig est remarquable. Clair, objectif, captivant, honnête et émouvant, il ne ressemble en rien à un ouvrage universitaire. Ce livre a quelque peu modifié ma vision du socialisme cubain.




Chinês:

朋友们,你们都知道我是左翼人士。我认为这对世界来说是最佳选择,因为显而易见,穷人比富人多,而左翼是唯一真正关心穷人的阵营。但这并不意味着我是个激进左派。大约十年前,菲德尔·卡斯特罗在古巴去世时,我曾在博客上撰文批评古巴体制的某些方面。

在书展上,我正准备买另一本有签名会的书时,偶然发现了这本书,它的封面就在旁边,当天也有签名会。这本书名为《哈瓦那出租车》,作者是挪威社会人类学博士斯塔勒·维格,由Buzz出版社出版。

2015年至2018年间,斯塔勒在哈瓦那进行博士研究。为了完成这项工作,他买了一辆1953年产的别克路霸出租车,并在驾驶过程中收集乘客和其他司机讲述的故事,内容涉及市场改革(例如巴拉克·奥巴马和劳尔·卡斯特罗签署的放松经济封锁的协议)以及岛上的社会变迁(例如菲德尔·卡斯特罗的去世和互联网的出现)。

这本书细致地描绘了三位常客——诺尔赫斯、利内特和卡塔琳娜——的生活,展现了他们的梦想和抱负如何与古巴根深蒂固的旧体制发生冲突。诺尔赫斯是同性恋,这也是他不得不离开古巴的原因之一。左边的照片上有他的签名,旁边还有斯塔尔的签名。

对我而言,这本书的重点并非出租车的历史,而是触及了古巴社会运作中一些有趣的方面,例如警察的监视以及为了达到目的而贿赂警察。我从未读过如此深入展现古巴的作品,对我而言,这座岛屿的困境变得清晰可见,而这正是我在2016年的文章中已经批判过的。首要问题是社会主义中的专制。社会主义制度下,我们从未真正拥有过民主(多党制、选举、言论自由)。第二个问题是经济上对其他国家的依赖。古巴从未实现过自给自足。这体现在其大部分人口的贫困之中。

我遗憾地说,就目前而言,我认为古巴需要一些资本主义。我之所以遗憾地说,是因为我认为资本主义非常残酷,非常野蛮,但古巴如今已无人能在经济上帮助它。因此,我认为古巴应该接受一些外国公司的投资,以创造就业机会。

维格的文章精彩绝伦。它轻松、客观、引人入胜、真诚、感人至深,完全不像是一部学术著作。这本书在某种程度上改变了我对古巴社会主义的看法。




sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Uma Terra Prometida

Meus Amigos, esse foi o melhor livro que li nos últimos anos: Uma Terra Prometida, a biografia de Barack Obama, que saiu pela editora Companhia das Letras. 

Na orelha da obra, está escrito que é o primeiro volume das memórias presidenciais de Obama. Eu diria que são as memórias do presidente Obama. Porque ele conta detalhes de sua infância; fala da relação com a mãe e avó, principalmente; fala da adolescência (ele fumou maconha algumas vezes!); do seu começo de namoro com Michelle; do seu tempo de advogado e seus primeiros trabalhos comunitários; da sua relação com a igreja; de racismo; o seu começo na política (lá nos Estados Unidos, tem Senado Estadual, cargo que ele ocupou. Confesso que não sabia); a sua campanha para presidente; a eleição e todos os detalhes do seu primeiro mandato: a crise econômica de 2008; as relações com outros países; a relação com o Brasil (ele fala de Lula e Dilma. É revelador); das filhas e do seu lado pai; os projetos e problemas internos (lembram do Obamacare?) e termina com a morte de Osama Bin Laden. Tudo isso em mais de 700 páginas. 

Muitas coisas que Obama cita, também acontecem no Brasil. Lá nos Estados Unidos, também tem corrupção (em menor escala, ok). Gente interesseira que só quer entrar no governo para ocupar um cargo político e ganhar uma grana, idem. Críticas ao funcionalismo público, da mesma forma. A questão da taxa de juros e o seu impacto na economia é igual. O limite do presidente da república nesse assunto, tanto lá como aqui, é igual. 

Obama é sincero, profundo. Você percebe, pelos seus pensamentos e reflexões, que é uma pessoa muito acima da média. O livro tem uma riqueza de detalhes que parece que você viveu aqueles momentos junto com Obama. Parece que você também conversou com Putin, só para citar um exemplo. Você entende uma parte do que aconteceu nos Estados Unidos e no mundo. Por isso, a obra é muito envolvente. Já estou ansioso a espera do segundo volume dessas memórias. 


English:

My friends, this was the best book I've read in recent years: A Promised Land, the biography of Barack Obama, published by Companhia das Letras.

On the ear of the work, it is written that it is the first volume of Obama's presidential memoirs. I would say it's President Obama's memoir. Because he tells details of his childhood; talks about the relationship with the mother and grandmother, mainly; talks about adolescence (he smoked marijuana a few times!); of his early dating Michelle; of his time as a lawyer and his first community work; his relationship with the church; of racism; his beginnings in politics (there in the United States, he has a State Senate, a position he held. I confess I didn't know); his campaign for president; the election and all the details of his first term: the economic crisis of 2008; relations with other countries; the relationship with Brazil (he talks about Lula and Dilma. It's revealing); of the daughters and their father side; the internal projects and problems (remember Obamacare?) and ends with the death of Osama Bin Laden. All this in over 700 pages.

Many things Obama mentions also happen in Brazil. There in the United States, he also has corruption (on a smaller scale, ok). Self-interested people who only want to enter the government to occupy a political position and earn money, idem. Criticism of the civil service, in the same way. The interest rate issue and its impact on the economy are the same. The limit of the president of the republic in this matter, both there and here, is the same.

Obama is sincere, profound. You can tell from his thoughts and reflections that he is a far above average person. The book has such a wealth of detail that it feels like you lived those moments together with Obama. Looks like you talked to Putin too, just to cite one example. You understand a part of what happened in the United States and in the world. Therefore, the work is very engaging. I'm already looking forward to the second volume of these memoirs.


German:

Meine Freunde, das war das beste Buch, das ich in den letzten Jahren gelesen habe: A Promised Land, die Biografie von Barack Obama, herausgegeben von Companhia das Letras.

Am Ohr der Arbeit steht, dass es der erste Band von Obamas Memoiren des Präsidenten ist. Ich würde sagen, es sind die Memoiren von Präsident Obama. Weil er Details seiner Kindheit erzählt; spricht hauptsächlich über die Beziehung zur Mutter und Großmutter; spricht über die Pubertät (er hat ein paar Mal Marihuana geraucht!); von seiner frühen Datierung mit Michelle; seiner Zeit als Rechtsanwalt und seiner ersten gemeinnützigen Arbeit; ihrer Beziehung zur Kirche; von Rassismus; seine Anfänge in der Politik (dort in den Vereinigten Staaten hat er einen Staatssenat, eine Position, die er innehatte. Ich gestehe, ich wusste es nicht); seine Kampagne für das Präsidentenamt; die Wahl und alle Details seiner ersten Amtszeit: die Wirtschaftskrise von 2008; Beziehungen zu anderen Ländern; die Beziehung zu Brasilien (er spricht über Lula und Dilma. Es ist aufschlussreich); der Töchter und ihrer väterlichen Seite; die internen Projekte und Probleme (erinnern Sie sich an Obamacare?) und endet mit dem Tod von Osama Bin Laden. Das alles auf über 700 Seiten.

Vieles, was Obama erwähnt, passiert auch in Brasilien. Dort in den USA gibt es auch Korruption (in kleinerem Umfang, ok). Eigeninteressenten, die nur in die Regierung eintreten wollen, um eine politische Position zu besetzen und Geld zu verdienen, idem. Kritik am öffentlichen Dienst, in gleicher Weise. Die Zinsfrage und ihre Auswirkungen auf die Wirtschaft sind die gleichen. Die Grenze des Präsidenten der Republik in dieser Angelegenheit ist sowohl dort als auch hier die gleiche.

Obama ist aufrichtig, tiefgründig. Sie können an Ihren Gedanken und Überlegungen erkennen, dass Sie ein weit überdurchschnittlicher Mensch sind. Das Buch ist so detailreich, dass es sich anfühlt, als hätte man diese Momente zusammen mit Obama erlebt. Anscheinend haben Sie auch mit Putin gesprochen, um nur ein Beispiel zu nennen. Sie verstehen einen Teil dessen, was in den Vereinigten Staaten und in der Welt passiert ist. Daher ist die Arbeit sehr ansprechend. Ich freue mich schon auf den zweiten Band dieser Memoiren.



Russian:

Друзья мои, это была лучшая книга, которую я прочитал за последние годы: «Земля обетованная», биография Барака Обамы, опубликованная Companhia das Letras.

На слуху произведение написано, что это первый том президентских мемуаров Обамы. Я бы сказал, что это мемуары президента Обамы. Потому что он рассказывает подробности своего детства; в основном рассказывает об отношениях с мамой и бабушкой; говорит о подростковом возрасте (несколько раз курил марихуану!); о его ранних отношениях с Мишель; о его времени в качестве юриста и его первой общественной работе; об их отношениях с церковью; расизма; его начало в политике (там, в Соединенных Штатах, у него есть сенат штата, должность, которую он занимал. Признаюсь, я не знал); его кампания в президенты; выборы и все подробности его первого срока: экономический кризис 2008 года; отношения с другими странами; отношения с Бразилией (он говорит о Луле и Дилме. Это показательно); дочерей и их отца; внутренние проекты и проблемы (помните Obamacare?) и заканчивается смертью Усамы бен Ладена. Все это на более чем 700 страницах.

Многое, о чем упоминает Обама, происходит и в Бразилии. Там, в Соединенных Штатах, тоже есть коррупция (в меньшем масштабе, ладно). Эгоистичные люди, которые хотят войти в правительство только для того, чтобы занять политическое положение и зарабатывать деньги, то же самое. Точно так же и с критикой госслужбы. Проблема процентной ставки и ее влияние на экономику одинаковы. Предел президента республики в этом вопросе и там, и здесь один и тот же.

Обама искренен, глубок. Вы можете сказать по своим мыслям и размышлениям, что вы намного выше среднего человека. В книге так много деталей, что кажется, что вы пережили те моменты вместе с Обамой. Похоже, вы тоже разговаривали с Путиным, просто приведу один пример. Вы понимаете часть того, что произошло в Соединенных Штатах и ​​в мире. Поэтому работа очень увлекательная. Я уже жду второй том этих воспоминаний.



Spanish:

Amigos míos, este ha sido el mejor libro que he leído en los últimos años: Una tierra prometida, la biografía de Barack Obama, publicada por Companhia das Letras.

Al oído del trabajo, está escrito que es el primer volumen de las memorias presidenciales de Obama. Diría que son las memorias del presidente Obama. Porque cuenta detalles de su infancia; habla de la relación con la madre y la abuela, principalmente; habla de la adolescencia (¡fumó marihuana algunas veces!); de sus primeras citas con Michelle; de su época de abogado y su primer trabajo comunitario; de su relación con la iglesia; del racismo; sus inicios en la política (allá en Estados Unidos tiene un Senado estatal, cargo que ocupó. Confieso que no lo sabía); su campaña a la presidencia; la elección y todos los detalles de su primer mandato: la crisis económica de 2008; relaciones con otros países; la relación con Brasil (habla de Lula y Dilma. Es revelador); de las hijas y de su parte paterna; los proyectos y problemas internos (¿recuerdan Obamacare?) y termina con la muerte de Osama Bin Laden. Todo esto en más de 700 páginas.

Muchas cosas que Obama menciona también suceden en Brasil. Allí en Estados Unidos también hay corrupción (en menor escala, ok). Personas interesadas que solo quieren ingresar al gobierno para ocupar un cargo político y ganar dinero, ídem. Crítica a la función pública, de la misma forma. El tema de la tasa de interés y su impacto en la economía son los mismos. El límite del presidente de la república en este asunto, tanto allá como aquí, es el mismo.

Obama es sincero, profundo. Puedes decir por tus pensamientos y reflexiones que eres una persona muy por encima del promedio. El libro tiene tantos detalles que se siente como si viviera esos momentos junto con Obama. Parece que también habló con Putin, solo por citar un ejemplo. Entiendes una parte de lo que pasó en Estados Unidos y en el mundo. Por lo tanto, el trabajo es muy interesante. Ya estoy esperando el segundo volumen de estas memorias.


French:

Mes amis, c'est le meilleur livre que j'ai lu ces dernières années : A Promised Land, la biographie de Barack Obama, publiée par Companhia das Letras.

A l'oreille de l'ouvrage, il est écrit qu'il s'agit du premier tome des mémoires présidentielles d'Obama. Je dirais que ce sont les mémoires du président Obama. Parce qu'il raconte les détails de son enfance ; parle de la relation avec la mère et la grand-mère, principalement; parle de l'adolescence (il a fumé de la marijuana à quelques reprises!); de sa rencontre précoce avec Michelle ; de son temps d'avocat et de son premier travail communautaire ; de leur relation avec l'église; du racisme; ses débuts en politique (là aux États-Unis, il a un Sénat d'État, fonction qu'il a occupée. J'avoue que je ne savais pas) ; sa campagne présidentielle ; l'élection et tous les détails de son premier mandat : ​​la crise économique de 2008 ; relations avec d'autres pays; la relation avec le Brésil (il parle de Lula et Dilma. C'est révélateur) ; des filles et de leur côté paternel ; les projets et problèmes internes (vous vous souvenez d'Obamacare ?) et se termine par la mort d'Oussama Ben Laden. Tout cela en plus de 700 pages.

Beaucoup de choses mentionnées par Obama se produisent également au Brésil. Là-bas aux États-Unis, il y a aussi la corruption (à plus petite échelle, ok). Des personnes intéressées qui ne veulent entrer au gouvernement que pour occuper un poste politique et gagner de l'argent, idem. Critique de la fonction publique, de la même manière. La question des taux d'intérêt et son impact sur l'économie sont les mêmes. La limite du président de la république en cette matière, tant là-bas qu'ici, est la même.

Obama est sincère, profond. Vous pouvez dire à partir de vos pensées et de vos réflexions que vous êtes une personne bien au-dessus de la moyenne. Le livre est si riche en détails qu'on a l'impression que vous avez vécu ces moments avec Obama. On dirait que vous avez aussi parlé à Poutine, pour ne citer qu'un exemple. Vous comprenez une partie de ce qui s'est passé aux États-Unis et dans le monde. Par conséquent, le travail est très engageant. J'attends déjà avec impatience le deuxième tome de ces mémoires.


Chinese:

我的朋友们,这是我近年来读过的最好的书:A Promised Land,巴拉克奥巴马的传记,由 Companhia das Letras 出版。

作品的耳朵上写着这是奥巴马总统回忆录的第一卷。我会说这是奥巴马总统的回忆录。因为他讲述了他童年的细节;主要讲和妈妈、奶奶的关系;谈论青春期(他吸过几次大麻!);他早期约会的米歇尔;他的律师生涯和他的第一次社区工作;他们与教会的关系;种族主义;他从政的开始(在美国,他有一个州参议院,他担任过一个职位。我承认我不知道);他的总统竞选;选举和他第一任期的所有细节:2008年的经济危机;与其他国家的关系;与巴西的关系(他谈到卢拉和迪尔玛。这很有启发性);女儿和她们父亲的一面;内部项目和问题(还记得奥巴马医改吗?)并以奥萨马·本·拉登的死告终。所有这些都在 700 多页中。

奥巴马提到的许多事情也发生在巴西。在美国,也有腐败(规模较小,好吧)。自私自利的人,只想进入政府担任政治职务,赚钱,同理。批评公务员,同样如此。利率问题及其对经济的影响是一样的。共和国总统在这件事上的界限,无论是那里还是这里,都是一样的。

奥巴马真诚、深刻。你可以从你的想法和反思中看出你是一个远高于普通人的人。这本书有如此丰富的细节,感觉就像你和奥巴马一起度过了那些时刻。看起来你也和普京谈过,只是举个例子。你了解美国和世界上发生的事情的一部分。因此,这项工作非常引人入胜。我已经很期待这些回忆录的第二卷了。