quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os deficientes e as eleições

A campanha eleitoral é um bom termômetro para vermos o quanto a classe política se importa com os deficientes. E, pelo jeito, seremos novamente esquecidos. Tentei botar a idéia da secretaria estadual da pessoa com deficiência em programas de candidatos a governador mas não obetive sucesso. Cada vez que recebo um folder de um candidato, mando um e-mail perguntando qual é a sua proposta a nosso favor e, praticamente, não recebo resposta.
Acho que não querem nosso voto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Consertaram a calçada do meu edifício

No dia 26 de março, postei um tópico aqui mostrando a péssima qualidade da calçada em frente ao meu edifício. Hoje, por justiça, botarei aqui as fotos da calçada depois do conserto que fizeram nela. Ficou bem melhor para se andar nela e muito mais bonita, valorizando o edifício.
                                                                                   

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Matéria no Hipertexto

Finalmente, saiu a reportagem que os estagiários da Famecos fizeram comigo em abril. E a espera valeu a pena porque a matéria está muito bem escrita. O texto, que foi publicado no jornal Hipertexto de maio, é esse:


"Acessibilidade, a luta continua


Porto Alegre ainda apresenta desnível em calçadas e falta transporte para as pessoas com dificuldade de locomoção

por João Henrique Willrich e Débora Fogliatto


Calçadas em estado precário, ônibus sem suporte para cadeirantes. Esses são alguns dos problemas de longa data da cidade de Porto Alegre quando o assunto é infraestrutura. Antigas questões persistem e causam transtorno para as pessoas com deficiência. Estimativas indicam que em torno de 25 milhões de pessoas no País possuem algum tipo de necessidade especial.

No Rio Grande do Sul, esse número chega a quase 200 mil. Apesar de Porto Alegre ser das capitais uma das que melhor atende necessidades dos deficientes, as reclamações continuam. O jornalista Gustavo Trevisi do Nascimento, 36 anos, teve paralisia cerebral, o que resultou em limitações motoras. Para se locomover no bairro Mont’Serrat, em Porto Alegre, onde mora, ele encontra dificuldades. Como não consegue levantar muito os pés, acaba tropeçando em buracos e falhas nas calçadas. Ao atravessar a rua, precisa utilizar rampas, devido à altura dos meio-fios. Quando estas não existem, ele demora e até mesmo cai tentando alcançar o outro lado. Raízes altas, mudanças de piso, revestimentos irregulares também o atrapalham e já ocasionaram diversos deslizes e quedas. “Preciso caminhar olhando constantemente para o chão, pois nunca sei quando haverá algum obstáculo em meu caminho”, queixa-se.

Gustavo expressa essas e outras críticas ao poder público em sua página na Internet, chamada Blog da Acessibilidade. “Poucas pessoas possuem a autonomia que eu tenho. Não apenas os deficientes sofrem com essa situação, mas também as pessoas idosas que enfrentam grande dificuldade de locomoção”, alerta Gustavo.

Outro cidadão que sofre devido aos mesmos problemas é João da Silva, 32 anos. A sua principal reclamação é a falta de ônibus coletivos com equipamento adequado ao ingresso de pessoas em cadeira de rodas. “Um cadeirante demora muito mais para se locomover pela cidade, pois os ônibus que possuem o suporte adequado são poucos frente a toda frota. Às vezes passam três ônibus que não podem nos receber, então acabamos nos atrasando”, lamenta João. Em Porto Alegre, apenas as principais linhas oferecem aporte para cadeirante.

Mas não é só na Capital gaúcha que estes problemas persistem. Mesmo apresentando lacunas nos serviços oferecidos aos deficientes, Porto Alegre é uma cidade modelo nesse âmbito. De acordo com a prefeitura do município, 27% da frota de ônibus está preparada para receber deficientes, enquanto a legislação cobra apenas 10%. As lotações, ainda esse ano, sairão de fábrica com adaptação para cadeirante.

Há projetos encaminhados para melhorar a área central de Porto Alegre. Cerca de 180 novos rebaixamentos de calçadas estão previstos na área. “Esses serão facilitadores para circulação e travessia de rua segura de todos os pedestres, em especial aqueles com deficiência e mobilidade reduzida”, afirma João de Toledo, arquiteto e urbanista da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis). Está para ser votado na Câmara de Vereadores um projeto de lei chamado “Plano diretor de Acessibilidade”, criado pelo ex-prefeito José Fogaça. Essa lei viabilizará rotas acessíveis e caminhos sem obstáculos para qualquer cidadão.

No final do ano passado, Porto Alegre foi a primeira candidata a sede da Copa do Mundo de 2014 a assumir compromisso com a campanha de acessibilidade, promovida pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade). O projeto exige construções de acordo com o conceito de acessibilidade universal."

Como a gurizada disse no título da reportagem, a luta continua. E eu agradeço a ajuda!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mais uma reunião da Cuthab

Hoje á tarde, teve mais uma reunião da Cuthab, na Câmara Municipal, para discutir o Plano Diretor de Acessibilidade de Porto Alegre, que pode virar lei. E parece que o debate foi quente. Infelizmente, tive que sair no ínicio da reunião por causa da minha fisioterapia.
O resumo da reunião, tirado do site da Câmara, é este: "Acessibilidade: sugestões deverão virar emendas


A Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal de Porto Alegre deverá, a partir de agora, transformar em emendas as sugestões apresentadas pelo Grupo de Trabalho para Assuntos de Acessibilidade (GTAA) ao Projeto de Lei Complementar (PLC) do Executivo que institui o Plano Diretor de Acessibilidade de Porto Alegre. A garantia foi dada pelos vereadores da Cuthab, nesta terça-feira (25/5) à tarde, durante reunião que voltou a debater o projeto do Executivo.
O PLC, que propõe o estabelecimento de normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, deverá receber parecer da Cuthab antes de ir a discussão e votação em plenário. O projeto também dispõe sobre a acessibilidade orientada pelo desenho universal - concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas - do Município. O presidente da Cuthab, vereador Elias Vidal (PPS), indicou o vereador Engenheiro Comassetto (PT) para ser o relator do parecer sobre a matéria na Comissão.
A arquiteta e urbanista Belkis Regina Menezes Moraes, representante do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do RS (Crea-RS) no GTAA, reafirmou as críticas feitas ao projeto, anteriormente, pelos integrantes do Grupo de Trabalho. Ela ressaltou a necessidade de que haja uma adequação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) de Porto Alegre aos critérios de acessibilidade. "O PDDUA passou recentemente por revisão e não incorporou questões de acessbilidade e desenho universal relativas ao Decreto Federal 5.296/2004", disse Belkis.
Segundo ela, é necessário que haja estudos sobre o impacto financeiro e orçamentário que permitam saber se é viável a aplicação da proposta do Executivo. O GTAA também reivindica que seja excluída da proposta de Plano Diretor de Acessibilidade toda a matéria que já esteja contemplada em legislação federal. "Sugerimos que seja organizado um seminário sobre o sistema de mobilidade urbana da Capital", disse Belkis.

Burocracia

Sergio Coren, do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), e Milton Oliveira, da Sociedade de Engenharia do RS (Sergs), manifestaram a preocupação de que a proposta do Executivo possa burocratizar mais ainda a tramitação de processos para execução de obras na cidade. "As dificuldades tendem a aumentar com a análise dos projetos por mais uma Secretaria (a Seacis)", disseram os técnicos.
Rebatendo as críticas feitas pelo GTAA, o secretário especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis), Tarcízio Cardoso, ressaltou que a proposta do Plano de Acessibilidade foi elaborado por um grupo de técnicos do Executivo municipal e não apenas pela Seacis. Cardoso disse que o Executivo aceita a discussão sobre o projeto, desde que ela seja feita de acordo com o processo legislativo, com propostas de emendas, pois o debate já foi feito em audiências públicas. Sobre uma possível burocratização na aprovação de projetos de obras pelo Município, o secretário informou que já existe uma proposta de reestruturação do organograma da Seacis. "O Plano visa a organizar a política de acessibilidade em Porto Alegre."
Coordenando a reunião, o presidente da Cuthab, vereador Elias Vidal (PPS), disse que as sugestões e alterações à proposta do Executivo devem ser encaminhadas a Cuthab para que sejam transformadas em emendas ao projeto, a fim de serem debatidas e votadas em plenário. Nilo Santos (PTB) comemorou "o fato histórico" de Porto Alegre ser a primeira capital brasileira a ter um Plano Diretor de Acessibilidade. Ele admitiu que o projeto possa ser aperfeiçoado a partir das discussões e emendas propostas, mas manifestou preocupação no sentido de acelerar o processo, "pois os cidadãos estão sendo privados do direito à acessibilidade". Segundo ele, o plano deve ser votado e aprovado.
Paulinho Rubem Berta (PPS) destacou a importância da cidade ter políticas públicas voltada às pessoas portadores de deficiência. Para o vice-presidente da Cuthab e relator do projeto, vereador Engenheiro Comassetto (PT), o plano deve transparecer o caráter transversal do tema "acessibilidade". Ele destacou que iniciativa do Executivo tem o mérito de provocar a discussão sobre o tema e lamentou que as políticas de acessibilidade não tenham sido discutidas na revisão do PDDUA. "Vou trabalhar para que meu relatório traduza a participação de todos nas emendas propostas", disse Comassetto."
Espero que o debate se desenvolva da melhor maneira possível e que tudo se resolva rapidamente, com Plano Diretor de Acessibilidade ou não.



 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pastel com o Paradesporto do IPA.

Sábado, estive comendo um pastel com o pessoal do paradesporto do IPA. Apesar de ser um deficiente físico durante minha vida inteira, poucas vezes tive a oportunidade de conviver com vários deficientes ao mesmo tempo. Ainda mais enquanto adulto.
Os problemas que são inerentes à minha vida no tocante à acessibilidade já encaro com naturalidade. Me irrito na hora mas não adianta: tenho que tocar em frente. E como me acho um privilegiado no meio dos deficientes (afinal, são poucos PCDs que têm a autonomia que eu tenho. Os meus problemas são muito menores do que os deles), confesso que achei estranho a naturalidade com que o pessoal do IPA encaram a vida. É como se nada tivesse acontecido. É como se enxergassem ou andassem. Os deficientes acabam achando alternativas e atalhos para solucionar os seus problema ou pedem ajuda. E conseguem, na medida do possível, ser felizes.
Apesar da minha deficiência também, virei fâ deles.

domingo, 9 de maio de 2010

Renuião da Cuthab

No dia 13 de abril, eu tinha avisado à vocês que participei da Reunião da Cuthab, na Câmara de Vereadores. Pois a reunião teve desdobramentos. Agora, convidaram a Seacis para discutir o assunto.: http://www.camarapoa.rs.gov.br/default.htm E a discussão irá longe ainda. No dia 18 de maio, ás 10 horas, teremos uma grande reunião com todas as partes envolvidas no assunto no plenário Ana Terra. Vamos ver se as coisas andam.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lei Mara Gabrilli em Porto Alegre

Quando comecei a me movimentar por mais acessibilidde em Porto Alegre, procurei nossos vereadores e fui prontamente atendido pela Fernanda Melchionna, do PSOL, de quem me tornei amigo. Ela me pediu que eu desse alguma idéia e sugeri a ela que trouxesse, para Porto Alegre, o Plano Emergencial de Calçadas, de autoria da Mara Gabrilli. Fernanda adorou a sugestão.
O problema é que precisávamos da autorização da Mara para trazer a lei para cá. Quando ela me ligou na Páscoa, consegui a permissão.
Outro dia, recebi um e-mail da bancada do PSOL dizendo que a lei já está protocolada na Câmara Municipal desde o dia 19 de abril, fato que me deixou extremamente feliz. Vamos acompanhar a tramitação desta lei, torcer para ela ser aprovada; sancionada e, principalmente, cumprida.