terça-feira, 19 de outubro de 2010

Me filiei ao PSOL

Depois das últimas eleições, fiquei extremamente preocupado com a falta de representatividade das pessoas com deficiência. Paulo Brum (cadeirante), em quem eu votei, não se reelegeu para deputado estadual. Para deputado federal, Marquinho Lang (também cadeirante) tentava sua 1ª eleição para o cargo mas não teve sucesso. De modo que, para os cargos maiores, os deficientes ficaram sem representação.
Por isso, resolvi me filiar ao PSOL. Fernanda Melchionna já tinha me feito esse convite. Se a Luciana Genro conseguir se desvencilhar dos problemas eleitorais em que, sem querer, se meteu, pretendo me cadidatar a vereador.
Vamos ver como as coisas se deesnvolvem nesses dois anos. Se o partido aceitar minha candidatura; se eles me derem suporte e eu tiver condições econômicas de fazer uma campanha, serei candidato.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mais uma matéria na Zero Hora!

Peguei os endereços eletrônicos da ZH que tenho no meu mailling lá da Assessoria e mandei a seguinte sugestão de pauta: qual é proposta dos candidatos a governador para as pessoas com deficiência? E eles publicaram a matéria no dia 21 de setembro, Dia da Acessibilidade. Aliás, a reportagem ficou muito boa. Veja lá: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Pol%C3%ADtica&newsID=a3047278.xml

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mais um artigo publicado no Correio do Povo

Tive mais um artigo publicado no Correio do Povo. Esse saiu no dia 13. O texto é esse:

                         As pessoas com deficiência e as eleições


        Nós, pessoas com deficiência (PCDs), formamos cerca de 15% da população gaúcha. Temos sonhos, anseios e esperança como qualquer outro. Infelizmente, a falta de políticas públicas que nos beneficiem é evidente. Os problemas de acessibilidade nas cidades são sérios. A educação inclusiva ainda engatinha. A grande maioria dos PCDs estão desempregados e muitos não conseguem a oportunidade de ter a qualificação necessária para obter o tão sonhado emprego. Os direitos dos deficientes quase sempre não são respeitados. Muitos dos PCDs tem que buscar tratamento longe de casa porque a sua cidade não oferece capacidade médica suficiente. Algumas das doenças que afligem os deficientes ainda não tem cura descoberta ou o tratamento é incipiente.

        Por todos esses motivos, neste ano, resolvi acompanhar atentamente a campanha eleitoral com a esperança de encontrar propostas concretas, exequíveis dos nossos candidatos. Ledo engano. Nós, deficientes, somos pouco lembrados no horário eleitoral. No Nordeste do País, onde estive recentemente, o quadro não é muito diferente.

       Quando recebo um santinho, logo procuro descobrir o endereço eletrônico e mando uma mensagem para o candidato perguntando quais são as suas propostas para as PCDs. São raras as respostas que recebo.

        Seria interessante para nós que fosse criada aqui no Rio Grande do Sul uma Secretaria para as pessoas com deficiência. Esta medida daria mais visibilidade para a nossa situação e seria um órgão fiscalizador e executor dos nossos direitos e benefícios. Esta secretaria só existe no Piauí e em São Paulo e nos abriria muitas portas em todos os sentidos.

        De nossa parte, só nos resta pressionar mais nossos futuros políticos e participar mais de movimentos em favor das pessoas com deficiência. Aí, quem sabe, nas eleições de 2014, eu não precise estar reescrevendo este artigo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Calçadas no Nordeste

Estive passando 15 dias no Nordeste do País, em férias, e notei que as calçadas lá são bem melhores do que as de Porto Alegre. Pelo menos, eu tomei bem menos tombos lá do que aqui.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os deficientes e as eleições

A campanha eleitoral é um bom termômetro para vermos o quanto a classe política se importa com os deficientes. E, pelo jeito, seremos novamente esquecidos. Tentei botar a idéia da secretaria estadual da pessoa com deficiência em programas de candidatos a governador mas não obetive sucesso. Cada vez que recebo um folder de um candidato, mando um e-mail perguntando qual é a sua proposta a nosso favor e, praticamente, não recebo resposta.
Acho que não querem nosso voto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Consertaram a calçada do meu edifício

No dia 26 de março, postei um tópico aqui mostrando a péssima qualidade da calçada em frente ao meu edifício. Hoje, por justiça, botarei aqui as fotos da calçada depois do conserto que fizeram nela. Ficou bem melhor para se andar nela e muito mais bonita, valorizando o edifício.
                                                                                   

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Matéria no Hipertexto

Finalmente, saiu a reportagem que os estagiários da Famecos fizeram comigo em abril. E a espera valeu a pena porque a matéria está muito bem escrita. O texto, que foi publicado no jornal Hipertexto de maio, é esse:


"Acessibilidade, a luta continua


Porto Alegre ainda apresenta desnível em calçadas e falta transporte para as pessoas com dificuldade de locomoção

por João Henrique Willrich e Débora Fogliatto


Calçadas em estado precário, ônibus sem suporte para cadeirantes. Esses são alguns dos problemas de longa data da cidade de Porto Alegre quando o assunto é infraestrutura. Antigas questões persistem e causam transtorno para as pessoas com deficiência. Estimativas indicam que em torno de 25 milhões de pessoas no País possuem algum tipo de necessidade especial.

No Rio Grande do Sul, esse número chega a quase 200 mil. Apesar de Porto Alegre ser das capitais uma das que melhor atende necessidades dos deficientes, as reclamações continuam. O jornalista Gustavo Trevisi do Nascimento, 36 anos, teve paralisia cerebral, o que resultou em limitações motoras. Para se locomover no bairro Mont’Serrat, em Porto Alegre, onde mora, ele encontra dificuldades. Como não consegue levantar muito os pés, acaba tropeçando em buracos e falhas nas calçadas. Ao atravessar a rua, precisa utilizar rampas, devido à altura dos meio-fios. Quando estas não existem, ele demora e até mesmo cai tentando alcançar o outro lado. Raízes altas, mudanças de piso, revestimentos irregulares também o atrapalham e já ocasionaram diversos deslizes e quedas. “Preciso caminhar olhando constantemente para o chão, pois nunca sei quando haverá algum obstáculo em meu caminho”, queixa-se.

Gustavo expressa essas e outras críticas ao poder público em sua página na Internet, chamada Blog da Acessibilidade. “Poucas pessoas possuem a autonomia que eu tenho. Não apenas os deficientes sofrem com essa situação, mas também as pessoas idosas que enfrentam grande dificuldade de locomoção”, alerta Gustavo.

Outro cidadão que sofre devido aos mesmos problemas é João da Silva, 32 anos. A sua principal reclamação é a falta de ônibus coletivos com equipamento adequado ao ingresso de pessoas em cadeira de rodas. “Um cadeirante demora muito mais para se locomover pela cidade, pois os ônibus que possuem o suporte adequado são poucos frente a toda frota. Às vezes passam três ônibus que não podem nos receber, então acabamos nos atrasando”, lamenta João. Em Porto Alegre, apenas as principais linhas oferecem aporte para cadeirante.

Mas não é só na Capital gaúcha que estes problemas persistem. Mesmo apresentando lacunas nos serviços oferecidos aos deficientes, Porto Alegre é uma cidade modelo nesse âmbito. De acordo com a prefeitura do município, 27% da frota de ônibus está preparada para receber deficientes, enquanto a legislação cobra apenas 10%. As lotações, ainda esse ano, sairão de fábrica com adaptação para cadeirante.

Há projetos encaminhados para melhorar a área central de Porto Alegre. Cerca de 180 novos rebaixamentos de calçadas estão previstos na área. “Esses serão facilitadores para circulação e travessia de rua segura de todos os pedestres, em especial aqueles com deficiência e mobilidade reduzida”, afirma João de Toledo, arquiteto e urbanista da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis). Está para ser votado na Câmara de Vereadores um projeto de lei chamado “Plano diretor de Acessibilidade”, criado pelo ex-prefeito José Fogaça. Essa lei viabilizará rotas acessíveis e caminhos sem obstáculos para qualquer cidadão.

No final do ano passado, Porto Alegre foi a primeira candidata a sede da Copa do Mundo de 2014 a assumir compromisso com a campanha de acessibilidade, promovida pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade). O projeto exige construções de acordo com o conceito de acessibilidade universal."

Como a gurizada disse no título da reportagem, a luta continua. E eu agradeço a ajuda!