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sábado, 26 de outubro de 2013

Um encontro muito especial

Minha gente, com esse tal de facebook e estando envolvido na causa das pessoas com deficiência, é muito fácil encontrar pessoas que você nunca viu na vida. E aí você acaba tendo mais contato ou não com elas. Algumas amizades acabam prosperando, outras não. A grande maioria delas é de longe. Portanto, o contato acaba sendo virtual mesmo e não passa disso.
Neste último final de semana, tive uma experiência inesquecível em relação a isso. Há alguns meses, a Mirtes Muller me passou o contato da Juliana Schmedeke.
Beijo!  Para vocês terem uma ideia de como as coisas funcionam, não me lembro como conheci a Mirtes (me desculpe, Mirtes, mas sou sincero). Aí comecei a conversar com a Juliana e me encantei com o jeitinho dela. Ela também gostou de mim e nos tornamos grandes amigos em pouco tempo. Considero ela como uma irmã mais nova. Dou bronca nela até com relação a escola (e ela gosta). A amizade ficou cada vez mais profunda e a vontade de se conhecer foi ficando cada vez maior.
Bom, agora tínhamos que convencer a mãe da Ju que, com razão, desconfiava da história. Comecei a conversar com a Solange e, felizmente, ela gostou de mim. Só faltava marcar a data. E conseguimos unir o útil ao agradável: elas vieram para a Passeata do Movimento SuperAção (http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2013/10/e-passeata-foi-um-sucesso.html). Veio a Ju, a Solange, a Mirtes, que venceu os seus medos, (obrigado, Mirtes!) e o Emílio, um dos irmãos da Ju.
No domingo do evento, fui buscá-las na rodoviária. Confesso que estava um tanto ansioso e adorei quando a Ju me mandou um torpedo muito gostoso perguntando se eu estava nervoso. Nervoso não Ju, ansioso. Cheguei cedo demais e tive que esperar um bocado mas tudo bem. Quando elas chegaram, quem deu o abraço mais forte foi a Solange. Ou seja, se tinha alguma desconfiança de parte dela, acabou ali. Pegamos um táxi e fomos para a passeata (aliás, a Mirtes não queria que eu fosse buscá-las na rodoviária porque achou que eu fosse cadeirante. "Não caberá duas cadeiras no táxi, Gustavo").
Chegando no parque, elas logo gostaram do que viram. O pequeno Emílio foi se soltando aos poucos. A passeata foi ótima. Curtimos bastante. Mas cansamos. Fomos almoçar. E aí outro problema: falamos tanto de acessibilidade e precisamos encontrar um restaurante que fosse acessível para a Ju, que é cadeirante. Caminhamos um pouco mas encontramos. Aliás, uma comida gostosa mas um tanto carinha. Mas tudo bem. O domingo estava perfeito. Comemos tarde. Terminamos de almoçar já eram quase quatro da tarde. O cansaço era evidente e resolvemos não voltar para o evento.
Ficamos uma hora de papo até que resolvemos ir para a rodoviária. Estávamos com medo do horário (ônibus no domingo é mais difícil, né?) e da falta de ônibus acessíveis para a Ju. Demos uma relativa sorte porque o segundo ônibus que veio é acessível. Então, chegamos muito cedo na rodoviária. Descansamos e conversamos mais um pouco.
E, infelizmente, chegou a hora delas irem embora. Meninas, foi muito especial conhecê-las. Ju, fiquei teu fã mais anda. Continue sendo esse doce de guria. Sol, adorei esse jeito guerreio e de caráter. Mirtes, que bom que você venceu os seus medos e veio. Amei ter conhecido o Emílio, um guri muito querido. Espero encontrá-las mais vezes e, um dia, retribuo a visita, tenham certeza disso.