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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Artigo meu sobre ônibus acessíveis no Correio de hoje

Minha gente, ontem escrevi um artigo sobre o descaso com os cadeirantes nos ônibus acessíveis em Porto Alegre. Tenho passado muito aperto com a Patricia nesse sentido. Conversei com outros amigos cadeirantes e a reclamação é a mesma. Aí, resolvi escrever este texto que foi publicado no Correio do Povo de hoje:
 
                                                 Ônibus acessíveis em Porto Alegre

Um dos grandes problemas dos cadeirantes que andam por Porto Alegre é a dificuldade de circular pelos ônibus acessíveis, principalmente aqueles que tem elevadores para as cadeiras de rodas.

Namoro uma cadeirante, tenho amigos que usam cadeiras de rodas e as reclamações são as mais variadas possíveis. Primeiro, fico me perguntando porque todos os ônibus não são acessíveis. Por que os cadeirantes tem que esperar mais tempo numa parada? Eles, como qualquer outra pessoa, tem que cumprir o mesmo horário de trabalho ou de aula. Não existe uma tolerância pelo fato de eles usarem uma cadeira de rodas ou do ônibus não ter acessibilidade. Neste último final de semana, para um simples passeio, de sete ônibus que nós paramos, apenas um estava acessível. Ou seja, uma atividade de lazer pode se tornar um momento extremamente desagradável devido a falta de acessibilidade no transporte coletivo da capital. A prefeitura informa que mais da metade da frota pode levar uma cadeira de rodas. Ou seja, o cadeirante, provavelmente, demorará o dobro do tempo para chegar ao seu destino.

Outro problema que frequentemente acontece é os elevadores não funcionarem, o que é um absurdo. Como as empresas deixam os ônibus sair da garagem sem testar os dispositivos todas as manhãs? Qual é o papel da EPTC nessa situação? Ela não faz essa fiscalização? Por que as empresas não substituem esses elevadores por rampas, que são facilmente manuseáveis e não tem risco de quebrar?

Uma outra situação que, infelizmente, os cadeirantes tem de enfrentar é a falta de habilidade de alguns cobradores ou motoristas, que não colocam o cinto nas pessoas com deficiência ou não afivelam as cadeiras, colocando em risco a segurança dos deficientes. Quando não, é evidente a má vontade dos profissionais que trabalham nos ônibus com relação aos cadeirantes. Talvez porque pensem que não existe a possibilidade de algum deles precisar usar uma cadeira de rodas um dia.

Acessibilidade não é um ato de bondade. É um direito das pessoas com deficiência. Nós (também sou deficiente físico) temos necessidades diferentes mas direitos iguais ao de qualquer outro.

2 comentários:

  1. Você disse tudo!!! Esse tipo de descaso sempre teve!!! Parece que os cadeirantes não vão a lugar nenhum, não vão ao cinema, nem fazem cursos, não estudam, não trabalham... Pq esse descaso absurdo é em todo País! As reclamações são as mesmas!!! Tinha é que existir leis rigorosas contra a falta de fiscalização e o descaso com as pessoas com deficiência!!! Abraços

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    Respostas
    1. Temos que continuar lutando, Preta! Valeu o apoio.
      Grande beijo!

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