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sábado, 19 de outubro de 2013

Artigo da Liza sobre a passeata

Pois é, minha gente, a passeata é amanhã. Pedi para a Liza, que é a organizadora do evento, para que produzisse um artigo. Além de ela me mandar o texto só na quarta, o artigo era muito grande. Tive que mutilá-lo. Mas felizmente, com a ajuda do Telmo Flor, o texto foi publicado no Correio do Povo deste sábado. Aí está ele:

                                            Passeata do Movimento SuperAção
Devemos transformar uma sociedade viciada numa sociedade igual para nossos filhos. Falar que o futuro depende das crianças é duro. É fácil tirar dos ombros a responsabilidade de dar exemplos. Também é cômodo deixar nas mãos de outros. Humanizar e educar depende de todos e a ONU tem uma Declaração que mostra os propósitos de uma vida digna.
Aí toco em dois detalhes em particular. Explico primeiro um direito de todos. O terceiro artigo da nossa Constituição diz que constituem como objetivos: construir uma sociedade justa, erradicar a pobreza e reduzir desigualdades, e promover o bem sem preconceito.
Isso não acontece. Estamos preocupados em construir grandes projetos arquitetônicos mas não nos preocupamos com a acessibilidade. O descaso é geral. Como garantir o desenvolvimento agindo assim? Se milhões de pessoas lutam por vida uma digna e acessível, paro e penso: onde vamos parar?
O contexto social envolve a todos, no segundo ponto dessa nossa conversa. Promover o bem é o meu propósito, mas qual é o seu? Se sua calçada está irregular, ela fere o direito de ir e vir. Isto está no artigo 12 da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que diz: os Estados afirmam que pessoas com deficiência (PcDs) têm o direito de ser reconhecidas em qualquer lugar como pessoas.
O artigo é claro mas não é respeitado. Temos leis mas não igualdade. Por que a sociedade anda devagar? Há dificuldade em promover esses direitos. Um valor fundamental sempre é tirado por excesso de barreiras arquitetônicas. Acessibilidade significa permitir de forma igual a inclusão. Será que chegaremos lá?
Assim, sigo reivindicando meus direitos. Por isso, quero falar do Movimento SuperAção, criado em São Paulo há dez anos. Ela pretende promover a acessibilidade, inclusão social e a cidadania das PcDs. Para tanto, faz ações e projetos culturais com essa finalidade. Uma das ações é uma passeata que já aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Fé (Argentina) e ocorrerá em Porto Alegre, no domingo, pelo quarto ano seguido.
A caminhada conta com PcDs e simpatizantes da causa. Todos com o intuito de alertar sobre a importância da inclusão. A concentração será a partir das 11 horas no espelho d'água do Parque da Redenção. Depois da passeata, teremos atrações artísticas. Aguardamos todos lá pois só assim pode-se fazer a diferença.