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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

40 anos da Faders

Hoje, a Faders (Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul) está completando 40 anos. Ela é entidade que representa as pessoas com deficiência no estado. O artigo do Jorge Amaro explica bem a sua importância:

                                    Faders: 40 anos de transformação

O dia 23 de outubro é emblemático para todos aqueles que lutam pelos direitos da pessoa com deficiência aqui no Rio Grande do Sul. Há exatos 40 anos atrás, mais precisamente em 23 de outubro de 1973, era criada a Faders (Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e de Altas Habilidades no Rio Grande do Sul).

Naquele tempo, imperava a segregação e a ausência de atuação do estado na indução de políticas públicas para as pessoas com deficiência. E a Faders surge a partir da mobilização da Apaes no Estado.

Ao longo destas quatro décadas, seu papel, função e denominação mudaram. Tudo isso decorrente do próprio processo de transformação do conceito e da forma como se organizam as políticas para os deficientes.

No Brasil inteiro, surgiram órgãos gestores, conselhos, comissões e diferentes espaços para pensar quais os mecanismos e ações a serem implantadas para garantir direitos e, especialmente, o protagonismo.

Durante todo esse tempo, passamos por um ano internacional, uma declaração das Américas e uma Convenção da ONU, além de dezenas de tratados, cartas e outros documentos que buscam afirmar uma cultura de acessibilidade na perspectiva dos direitos humanos.

Na amplitude das ações governamentais, saímos de uma agenda social para um grande plano nacional, o Viver sem Limite, no âmbito federal, e que, no Rio Grande do Sul, traduziu-se no RS sem Limite. Além disso, ainda tivemos três conferências nacionais e quatro estaduais que produziram uma série de propostas interessantes para a melhoria da condição de vida das pessoas com deficiência.

E agora, temos o debate do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que está tramitando no Congresso. São inúmeras mudanças e avanços, que decorrem da luta e, especialmente, das diferentes concepções que os direitos humanos precisam estar incorporados nos processos de implementação das políticas públicas.

Neste sentido, a Faders cumpre uma função importante, no sentido em que esteve sempre envolvida nestes processos de reconstrução de novos saberes e possibilidades de pensar a sociedade. Parabéns, Faders e cada um que fez parte de sua história!



 

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