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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Texto do Jorge Amaro sobre rugby em cadeira de rodas

Minha Gente, o meu amigo Jorge Amaro mandou um texto que ele escreveu sobre rugby em cadeira de rodas. Eu vi rugby em cadeira de rodas nas Paralimpíadas de 2012 e achei bastante interessante. É um esporte bem vibrante, com muito contato.
Vale a pena ler o texto do Jorge:


              Paixão e Glória

Desde que assisti Murderball- Paixão e Glória, virei um fã do rugby de cadeira de rodas. O documentário aborda a trajetória da equipe americana de rúgbi em cadeira de rodas, ou simplesmente quad-rugby, rumo às paralimpíadas de 2004. O documentário aborda a superação, através do esporte, de pessoas com deficiência que encontram um novo sentido para viver. A produção mostra as lutas dos protagonistas: um jogador aposentado que treina o time do Canadá e é visto como traidor pelos americanos e um jovem recém incapacitado que busca esperança no esporte. Temas emblemáticos como sexualidade e convivência com a sociedade também são abordados.

Mesmo gostando do esporte, ainda não havia tido a oportunidade de ver um jogo ao vivo. Eis que, no dia 21 de abril, assisti a final do 3° Aberto de Brasília de Rugby em Cadeira de Rodas. O evento contou com as equipes ADEACAMP-SP, Minas Quad-MG, além das equipes Preto e Amarelo do BSB Quad Rugby-DF. A final foi eletrizante, entre ADEACAMP e a equipe principal do BSB. Por um gol, a equipe paulista sagrou-se campeã. Foi um duelo de gigantes. Um espetáculo que mostrou a força do nosso rugby e o belo trabalho realizado pelas entidades.

O esporte surgiu em 1977, quando um grupo de pessoas com tetraplegia, no Canadá, buscava um esporte para praticar já que seu comprometimento motor os deixava em desvantagem no basquete em cadeira de rodas. Foi aí que nasceu o rugby em cadeira de rodas que primeiro chamava-se Murderball, mas a natureza violenta do nome (murder, em inglês, quer dizer assassinato) acabou provocando a troca.

O rugby é disputado numa quadra de basquete e a bola é semelhante a do vôlei. Uma partida é disputada em quatro tempos de oito minutos cada e o tempo para cada vez que a bola sai ou em caso de falta. Os atletas podem conduzir a bola sobre as coxas, quicá-la ou passá-la. Cada jogador pode ficar com ela por tempo indeterminado mas terá de quicá-la a cada dez segundos. O time que tem a posse da bola não pode demorar mais de 12 segundos para entrar no campo adversário e tem 40 segundos para concluir a jogada.

O esporte é uma ferramenta importante na garantia de participação social e cidadania plena. Estou cada vez mais convicto do seu potencial. E cada vez mais apaixonado pelo rugby de cadeira de rodas. Nossos atletas são gladiadores na busca por mais espaço na sociedade e na vida em comunidade.


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