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sexta-feira, 9 de maio de 2014

A morte de Jair Rodrigues

Meus amigos, já é o terceiro texto que escrevo sobre a morte de alguém esse ano. O primeiro foi sobre o Nico Nicolaiewsky(http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2014/02/morte-de-nico-nicolaiewsky.html) . O segundo foi outro dia, sobre o Luciano do Valle (http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2014/04/a-morte-de-luciano-do-valle.html ). Agora, é sobre Jair Rodrigues (aliás, em pouco mais de um mês, tivemos três perdas importantes em suas respectivas áreas aqui no Brasil: Zé Wilker; Luciano do Valle e Jair Rodrigues). Mas é que tive alguma relação com os três.
Eu tive o prazer de ver um show do Jair. Faz alguns anos, nem me lembro quantos. Foi no antigo Teatro da Ospa, aqui em Porto Alegre. A minha irmã Deborah trabalhava na Som Livre e, de vez em quando, ela ganhava uns CDs ou ingressos. E ganhou ingressos para esse show do Jair Rodrigues. Me convidou e nós fomos.
Foi um grande show. Vou dizer o óbvio mas foi um show alegre como o Jair. Eu queria dançar no meu lugar mas estava todo mundo sentado e comportado. Uma pena! Lembro de alguns momentos daquela noite. Num determinado momento, ele foi na platéia para abraçar Júlio Rosemberg, que ajudou-o muito na sua carreira. Júlio também já faleceu, em 2004.  Lá pelas tantas, ele falou que um cara perguntou se ele não ia cantar Disparada. Resposta do Jair: "claro! É o meu carro-chefe!".
Depois do show, fomos ao camarim. Conversamos um pouco com o baterista dele e ele me disse que era de Lins ou morou em Lins, não me lembro. O Jair sentou do meu lado. Comeu um aperitivo, descansou um pouco e depois levantou num salto, bem ao seu estilo agitado. Quando nos despedimos, ele me deu um abraço apertado e eu disse que duvidava que ele fizesse um show melhor, de tão bom que estava.
Eu posso dizer que ganhei um abraço de Jair Rodrigues.

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