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segunda-feira, 10 de março de 2014

Perdi um companheiro...

Meu Povo, estou muito triste. Perderei um grande amigo e, principalmente, um excelente companheiro de décadas. Ele me acompanha desde a minha adolescência e me deu grandes alegrias. Fiz muitas viagens com ele, andamos grandes distâncias, fomos a inúmeros lugares. Foi um companheiro inseparável. Quando perdia ele, logo tratava de recuperá-lo.
Estou falando, como vocês podem ver pelo foto ao lado, do cartão de isenção para pessoas com deficiência dos ônibus aqui de Porto Alegre, o famoso Cartão do Tri (Transporte Integrado). Quanta economia fiz com ele nesses anos todos! Que maravilha! Como era bom andar de graça. Era por isso que eu nunca quis ter um carro (sempre me perguntam isso: "Gustavo, por que você não compra um carro adaptado?" Além disso, sempre pensei nos gastos todos que envolvem um carro) e evitava andar de lotação. Só abria uma exceção para o táxi, numa emergência.
Agora com o fato de estar ganhando um bom salário, não poderei mais usá-lo (só tem direito a pessoa com deficiência que recebe menos de seis salários mínimos). O prazo de validade do meu encerra-se neste domingo. Felizmente, já encomendei um novo (o "Pago") e ele chegará na segunda.
Para vocês terem uma ideia, eu uso quatro ônibus por dia para ir ao trabalho. Como a passagem aqui em Porto Alegre custa R$ 2,80, são R$ 11,20 que eu economizava diariamente. Quatro semanas de cinco dias, em média, dá 20, 22 dias de trabalho no mês. Além disso, sempre tem um ou outro passeio no final de semana. São mais de 250 reais de passagem mensalmente. Quanta economia eu já fiz com esse cartão nesses anos todos. Ele me ajudou muito!
Me lembro da época em que ele era uma carteirinha laranja, na adolescência. Naquele tempo, eu não podia passar a roleta. Hoje em dia, com o cartão de plástico, é possível passar para a parte de trás de ônibus. Foi uma convivência muito longa e saudável (pelo menos, para mim).
Gente, vocês devem estar pensando que eu devia ver o lado positivo disso tudo ("você está ganhando bem Gustavo"). Eu sei mas que dói, ah dói. Ainda mais para um mão de vaca assumido como eu.
Para minimizar o prejuízo, manterei a postura de quando eu tinha (na verdade, ainda tenho. Até domingo) o cartão de isenção. Tentarei ficar na parte da frente do ônibus, nos bancos exclusivos. Tenho passado muito pouco a roleta, felizmente. É muito mais cômodo para um deficiente porque a gente se desloca menos no ônibus.
Tomara que o prejuízo não seja tão grande. Quando ficar velho, retomarei a isenção. Mas não estou com pressa...
  

6 comentários:

  1. Parabéns pelo seu sucesso!!! Queira um dia nenhuma PcD precisar do beneficio por ter uma carreira e possibilidades no mercado de trabalho.

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  2. Com carro tu terias isenção do IPVA pelo menos....

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  3. Gugu, não a bem que muito dure e nem mal que nunca termine, foi bom enquanto durou, eu por exemplo nunca vou recuperar o quanto já paguei na minha vida pelos onibus que já andei, hoje pela idade e pelo quanto ganho estou sendo beneficiado, se me pagassem o quanto eu deveria receber pelo salário minimo eu volto a pagar a passagem.
    Beijos od
    Papi

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