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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Outra Historinha de Ônibus

Minha gente, essa história que me aconteceu no sábado infelizmente tenho que contar para vocês. Saí com a minha namorada Patricia (vocês já conhecem-na da postagem anterior: http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2013/11/estou-namorando.html) para irmos ao shopping. O passeio foi ótimo, nos divertimos, almoçamos e vimos o filme do Crô (sim, o nome é esse mesmo: Crô, o Filme).
Quando voltamos para casa, é que aconteceram os problemas. Quando chegou o ônibus adaptado da linha Liberal, que é da empresa STS (que, dificilmente, é o primeiro que vem, né?. Normalmente, os cadeirantes tem que ficar esperando), o cobrador simplesmente só botou a Patricia para dentro da condução e não afivelou a cadeira dela. Fui eu que tive que fazer isso. Depois, a cadeira começou a chacoalhar e o cobrador disse que eu não tinha afivelado a roda. Quando respondi que era isso serviço dele, ele me disse que também era deficiente físico. Só aí percebi que ele não tinha movimento num dos braços. Ok mas, primeiro, ele poderia ter nos avisado disso. Segundo, se o cobrador não podia afivelar a cadeira da Patricia, por que o motorista não fez isso, então? Absurdo!
Quando achávamos que o Show de Horrores acabou, ainda tivemos um gran finale. Chegamos na parada perto da casa da Patricia, quando fomos desembarcá-la, a trava de segurança que prendia a roda da cadeira emperrou. Isso mesmo! O botão vermelho do cinto de segurança que prendia a roda da cadeira travou embaixo e não quis soltar. Qual foi a solução que encontramos? Tivemos que cortar o cinto de segurança para soltar a Patricia. Fui buscar uma faca e tesoura na casa da Pati e, quando voltei, um vizinho já tinha feito isso.
O ônibus seguiu viagem com o cinto de segurança para cadeirantes cortado. Só lamentado ter bobeado e não ter pego o prefixo do ônibus para fazer uma reclamação porque foi revoltante. Isso é uma falta de respeito com os cadeirantes. Os ônibus não poderiam sair das garagens no começo do expediente sem serem testados e a dupla que trabalha neles tem que saber atender com competência. É preciso ser mais humano.

8 comentários:

  1. Que bom que ela não estava sozinha nesse momento... Absurdo!!
    O que mais me chocou entre tantas barbaridades, foi o tal do cobrador, vc fez certo, é o trabalho dele, mas se ele não podia, pq não avisou? E se fosse ele (que também deve passar por suas dificuldades), o que faria? Não consigo encontrar respostas pra isso...
    Pagamos muito caro, por um "serviço" muito barato!!

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    1. Realmente, Gabi. As pessoas, normalmente, não se imaginam no lugar dos deficientes para perceber o que os PcDs sentem.

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  2. Despreparo total, os grandes empresários deste segmento não tem nenhum respeito com o clientes, nós.

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  3. É, foi mais uma história pro meu futuro livro "Crônicas de uma Cadeirante". A gente tenta levar com bom humor, porque é o jeito que encontramos pra lidar com esse tipo de situação. É absurda a desconsideração que as empresas têm com quem mais deveriam se importar, os clientes. Os funcionários geralmente são muito gentis e dispostos (exceções existem, claro, como esse cobrador); mas o que se percebe é a falta de estrutura e preparo das equipes.

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    1. Meu Amor, lidei melhor com essa situação porque estava contigo, que tem esse astral maravilhoso.
      Ah, e quero muito ler esse livro.
      Te amo!
      Grande beijo!

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