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sábado, 19 de janeiro de 2013

Artigo do Jorge Amaro


Este texto do Jorge eu não consegui publicar. Mas compartilho com vocês o conhecimento:


                                                                   Viva a diferença

O que significa ser diferente? Para o escritor norte-americano Henry Thoreau, se um homem marcha com um passo diferente dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor.

O Brasil vive uma revolução democrática, que pulsa e coloca, no palco central das políticas públicas, pessoas que, ao longo de toda nossa história, estiveram completamente a margem da sociedade. É um fato que não podemos negar.

Da mesma forma, destacamos que há ainda uma grande distância entre ricos, pobres e miseráveis mas temas como igualdade racial; combate a homofobia; gênero e acessibilidade, cada vez ampliam sua visibilidade no cenário nacional.

Mas porque há, ainda, uma elite que insiste em desconhecer a importância deste processo no país? Recentemente, a psicóloga Elizabeth Monteiro ao falar sobre o caso do jovem do massacre na escola de Connecticut (EUA), quando discorria sobre os conceitos de psicopatia e da síndrome de Asperger, um tipo de autismo, criou confusão e mostrou desconhecimento.

A escritora Lya Luft, em edição recente da Veja, falou sobre a educação inclusiva, política pedagógica de convivência entre pessoas com deficiência e alunos regulares nas salas de aula. Conforme ela, "o politicamente correto agora é a inclusão geral, significando também que crianças com deficiência devem ser forçadas (na minha opinião) a frequentar escolas dos ditos 'normais' (também não gosto da palavra), muitas vezes não só perturbando a turma, mas afligindo a criança, que tem de se adaptar e agir para além de seus limites - dentro dos quais poderia se sentir bem, confortável e feliz".

O que estes dois casos nos dizem? Se, por um lado, começam a ocorrer medidas, sejam elas afirmativas ou de garantia de direitos, buscando essencialmente a igualdade de oportunidades, por outro lado, temos ainda setores da mídia, respaldados obviamente por um modelo social, que expressam graves preconceitos, negando as diferenças e o respeito á diversidade. Um país, para ser legitimamente democrático, deve respeitar os direitos humanos e promover o combate à intolerância. A questão é: qual o Brasil que queremos? E mais: que papel teremos em sua construção? O politicamente correto incomoda porque ele expressa a voz e exige os direitos de quem sempre foi excluído.

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