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segunda-feira, 30 de julho de 2012

4ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência


         Terminou ontem a 4ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizada em Porto Alegre, no hotel Plaza São Rafael. Infelizmente, o evento teve uma organização que deixou muito a desejar. Falta de cumprimento de horários e discussões pouco objetivas foram a tônica.
         Na sexta, a cerimônia de abertura já começou com mais de meia hora de atraso. Para piorar, botaram dez pessoas (isso mesmo, 10!) para discursar. O discurso da ministra Maria do Rosário durou mais de 45 minutos. Depois, ainda teve uma palestra. Resultado: a leitura do regimento interno da conferência começou depois das dez da noite. Os participantes querem discutir ponto por ponto. Leem até os pontos que dizem a forma como se chegou a esta convenção, coisa que não tem mais como mudar. Desisti da discussão e fui embora.
         O sábado começou bem, apesar de novo atraso no horário. Tivemos excelentes palestras. Na parte da tarde, discutimos as propostas para o documento final. De novo, muita discussão e lenga-lenga. Uma desorganização brutal fez o nosso grupo só terminar as propostas ás oito e meia da noite. Vim embora duas horas antes, com dor de cabeça.
         No domingo, por causa de uma gripe e da chuva, quase não fui. A discussão da proposta final estava um pouco mais ágil até que alguém lembrou que a eleição de delegados para a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência tinha que ser logo porque o pessoal do interior precisava ir embora. Pronto. Começou outra confusão. Primeiro, a lista dos delegados estava confusa. Eu nem sabia qual era a minha turma. Quando cheguei lá, já tinham escolhido os delegados. Aí, alguém berrou e me botaram na lista. Eu vi gente decidindo a vaga no”discordar” (no 2 ou 1). Patético.
         Vim embora. Nem esperei o término da discussão das propostas. Aliás, eu não estava lá quando chamaram os novos delegados estaduais. Pelo menos, estarei em Brasília para a Conferência Nacional, em dezembro. Espero ter outras experiências e tomara que a conferência nacional seja mais ágil. Terminei a conferência estadual chateado quando conversei com o assessor do Fabiano Pereira e ele me disse que já foi a várias conferências e que é tudo igual. Lamento que falte objetividade e que, muitas vezes, o ego fale mais alto do que o interesse coletivo.  

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